Ideias de Negócios
Como abrir uma sorveteria self-service: Dicas, Investimentos e Ganhos
Está pensando em montar uma sorveteria self-service em sua cidade e aproveitar a alta demanda dos produtos? Descubra neste guia tudo sobre o negócio, desde investimentos, equipamentos, ganhos, até dicas exclusivas.

Vinícius Gonçalves
Consultor de negócios · 20+ anos de experiência
- 6 min de leitura
- Atualizado em 13 de junho de 2024

O clima quente do Brasil pode trazer inúmeras ideias de negócios aos empreendedores que querem ter o seu negócio próprio e não sabem exatamente em que ramo atuar. Uma dica que se enquadra perfeitamente na realidade do país é abrir uma sorveteria self-service.
O sorvete tornou-se conhecido da população há muitos anos, em 1834, mais precisamente, quando dois comerciantes do Rio de Janeiro fizeram o produto com frutas tipicamente brasileiras usando gelo comprado em navios norte-americanos. Contudo, na época, não tinha como conservar o sorvete gelado e por conta disso, era obrigatório consumi-lo imediatamente ao seu preparo.
No ano de 1878, um anúncio em São Paulo dizia que em determinado local e hora o sorvete seria vendido, o que causava muito sucesso.
Ao longo de toda a sua história de vida, o sorvete passou por diversas fases até chegar aos dias de hoje, desde a fabricação artesanal até chegar à industrial, com diversos complementos, como pós, cores, sabores, coberturas e muito mais. Por conta disso, abrir uma sorveteria self-service é uma opção para aqueles que pretendem ganhar dinheiro com essa delícia que ainda cresce no país.
Mercado de uma sorveteria self-service
Embora o sorvete seja considerado um alimento muito rico em vitaminas e com sabores maravilhosos, o mercado da sorveteria self-service ainda está em expansão. Para se ter uma ideia disso, um estudo citado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas afirma que ele é ainda pouco consumido no Brasil.
O consumo em países europeus e nos Estados Unidos está em cerca de 20 litros por pessoa e por ano e no Brasil, somente 2,2. Esses valores refletem o quanto o consumo pode ainda ser potencializado no país, embora o clima já contribua para tal e o país tenha tantas frutas diferentes.
Por mais que aqui o clima seja tropical, com predominância do calor, este tipo de negócio ainda tem grande atividade no verão. Por conta disso, aquele que vai abrir uma empresa nesse ramo deve levar em conta tal sazonalidade.
A proposta então de abrir uma sorveteria self-service reside exatamente em ter lucro o ano inteiro, sendo obrigatório então fazer o diferencial.
Essa é uma questão do mercado, mas como se sabe, existem ainda outras que devem ser estudadas com afinco por aquele que pretende abrir o negócio. Analisar consumidores, ambiente onde será instalada a sorveteria self-service, conhecer a concorrência e tudo o que envolve o empreendimento é fundamental para ser colocado no planejamento de negócio e ter sucesso.
Em meio a tal análise, é imprescindível verificar o que pode ser inventado ou ainda reparar que nichos de mercado podem ser atendidos.
Como tornar a sorveteria self-service conhecida
É preciso saber divulgar a sorveteria self-service, ainda mais porque os dados já existentes no mercado apontam que o grande sucesso é no verão. Isso já é um fato que precisa ser levado em consideração: que a publicidade também deve existir em épocas com temperaturas mais amenas.
O empreendedor precisa conhecer a fundo o seu cliente para depois então identificar quais as formas mais cabíveis de divulgação. Por exemplo, se os consumidores são de determinada classe social, é preciso saber quais são os meios de comunicação que estão em contato direto com esse público para poder então acertar.
Localização da sorveteria self-service
A definição do lugar e do espaço físico onde a sorveteria self-service será instalada é um passo importante para o sucesso. De maneira geral, tal imóvel, seja ele próprio ou alugado, deve ter algumas características fundamentais.
São elas: quitação com impostos, serviços públicos oferecidos com bastante eficiência, tais como água, luz, telefone, esgoto, segurança; ruas pavimentadas sem o risco de inundações em dias de chuva (se for localizada dentro de um shopping ou centro comercial é preciso saber se a rua do grande comércio é afetada por temporais, por exemplo), fácil acesso, proximidade com pontos onde passam transportes públicos e estacionamento.
Estrutura da sorveteria self-service
Para iniciar, é preciso ter um espaço mínimo de 50 m² de área útil distribuída por área de preparo, depósito, escritório, refrigeração e loja. A sorveteria self-service precisa ter aspectos que sejam atrativos, como cores e leveza, tudo isso conquistado com decoração adequada.
Os consumidores, por exemplo, precisam ter espaços para poderem andar dentro da sorveteria self-service com tranquilidade, sem o risco de ficar desconfortável com o sorvete em mãos ou sentar a mesas muito próximas umas das outras, provocando certa falta de privacidade.
O empreendedor deve pensar que, como é uma sorveteria self-service, o espaço onde os ingredientes estarão distribuídos deve ser organizado de tal modo que não haja a menor dificuldade das pessoas circularem e montarem os seus sorvetes. As posições e distribuição das máquinas e do balcão devem ser pensadas no conforto do cliente.
Os equipamentos básicos para iniciar uma sorveteria self-service são os seguintes: freezer, balcão self-service com freezer, balanças eletrônicas com etiquetas, caixa, mesas, cadeiras e todo o material que é usado no ambiente para ter acesso aos produtos, tais como conchas, baldes, colher de sorveteiro, taças, talheres e tudo o que for preciso.
Contratação de pessoal para a sorveteria self-service
Por se tratar de um negócio que lida diretamente com as pessoas, é imprescindível que os funcionários tenham algumas características que sejam naturais para quem vai lidar com o público, tais como paciência, presteza, habilidade em ouvir e tirar dúvidas, boa vontade, poder de negociação, equilíbrio emocional, iniciativa, agilidade e gostar do que faz.
É evidente que tais traços não estão presentes por completo nos empregados, mas tudo isso pode ser desenvolvido por meio de cursos e treinamentos.
A quantidade de trabalhadores varia bastante conforme o tamanho do empreendimento, mas para começar, o mínimo de dois atendentes e um caixa já é o suficiente.
Fornecedores da sorveteria self-service
O empreendedor precisa ir ao mercado buscar fornecedores que sejam conhecidos por qualidade, por capacidade em ter uma grande diversidade de sabores de sorvete e de produtos que serão usados no negócio.
Dicas de negócio para uma sorveteria self-service
O sorvete é um produto muito vendido no calor, especialmente no verão. Dessa forma, o empreendedor precisa conseguir lidar com o restante do ano e é nesse momento que entra então a criatividade do dono do negócio. Uma dica é diversificar os produtos que são comercializados, oferecendo outros, tais como sucos, salgados, tortas, doces e cafés.
Oferecer também computadores como se fosse uma lan house é outra orientação.
Nos dias de hoje, vender sorvetes importados de excelente qualidade é também uma ótima opção para a empresa viver bem no restante do ano.
O empresário precisa estar em contato constante com as informações mais recentes do mercado e para isso existem as entidades e associações que dão posições sobre congressos, feiras etc. Esses eventos são essenciais para o empreendedor se atualizar quanto à sua área de atuação, além de ter chances de conhecer outros empresários, firmar parcerias e fechar negócios.
A União Brasileira de Feiras e Eventos (Ubrafe) informa sobre eventos em geral e é uma boa chance para quem quer ficar por dentro das novidades; o Serviço Brasileiro de Resposta Técnicas é uma rede que faz circular informações para aqueles que estão iniciando seus negócios e a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Datamaq) reúne dados sobre mais de 4 mil indústrias, 40 setores e mais de 200 instalações.
Esse é um espaço para as micro e pequenas empresas que precisam de dados a respeito de fabricantes de máquinas, de termos técnicos e processos produtivos para a sua sorveteria self-service, por exemplo.

Sobre o autor
Vinícius Gonçalves
Consultor de negócios · 20+ anos de experiência
Administrador pela UEG, consultor com mais de 20 anos de experiência e especialista em planos de negócios. Pai de três, marido e empreendedor.
Atuou na Algar Telecom, no SEBRAE e em diversos pequenos negócios. Aficionado por criação de negócios, gestão e mentalidade empreendedora. Criou o Kit Novo Negócio, usado por mais de 13 mil empreendedores em diversos países.
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