Casos de Sucesso
Bruna Lofego: negócio para auxiliar novos empreendedores
Conteúdo migrado do WordPress.

Vinícius Gonçalves
Consultor de negócios · 20+ anos de experiência
- 4 min de leitura
- Atualizado em 28 de setembro de 2014


A CWK Coworking nasceu da ideia de Bruna Lofego, em 2010 na capital mineira. A vontade era ter um espaço que oferecesse todos os serviços que uma empresa procura: desde o ambiente até os serviços operacionais. E deu tão certo que a empresária quer mais. Depois de formatar o negócio para franqueá-lo, Bruna tem um sonho: montar uma rede de coworking em pelo menos 15 capitais no Brasil, onde o cliente possa usufruir de todos os ambientes para incrementar seu negócio. O mercado é bastante favorável. Segundo Bruna, em dois anos houve um crescimento de 70% na unidade de Belo Horizonte e de quase 100% na unidade de São Paulo. Mas a concorrência também mostrou seus números: triplicou de 2012 para cá. Nessa entrevista ao Novo Negócio, Bruna Lofego explica os pilares do seu negócio, como ele pode ajudar os empreendedores e dá sua visão do mercado. Veja: Novo Negócio - Quando e por que você decidiu investir em Coworking? Bruna Lofego - A decisão em montar a CWK veio em 2010 e, após alguns meses elaborando um plano de negócios, decidimos abrir um coworking corporativo que pudesse atender o empresariado mineiro. A ideia consistia em montar um escritório compartilhado com todos os serviços operacionais que uma empresa procura, bem como ter um ambiente que fugisse da informalidade e fosse mais corporativo, profissional. Assim surgiu a CWK Coworking em 2010, em Belo Horizonte. Em 2012 expandimos para São Paulo e em 2014 para Nova Lima. No ano de 2013 decidimos expandir a empresa através da franquia e formatamos o negócio para que nosso modelo fosse franqueado para todo o Brasil. Novo Negócio - Como você avalia a aceitação do público no primeiro momento? Bruna Lofego - Tivemos uma aceitação imediata do público de micro e pequenas empresas que precisam reduzir seus custos operacionais. Logo após, conquistamos o público dos profissionais liberais e de dois anos pra cá grandes empresas também nos procuram para abrir filiais de seu negócio. A CWK não cativa um público de startup, freelancer. Acho que pela formalidade do ambiente. Novo Negócio - Como está o mercado nacional de coworking? Bruna Lofego - Tivemos um crescimento de 70% na unidade de Belo Horizonte e de quase 100% na unidade de São Paulo. No entanto, a concorrência triplicou desde 2012 para cá. Novo Negócio - A cada ano novos escritórios compartilhados surgem com formatos diferenciados. Você acredita em um crescimento ainda maior nesse modelo aqui no Brasil? O país já se organizou para a prática ou ainda há muito o que caminhar para inseri-la na cultura dos negócios locais? Bruna Lofego - Acredito que ainda exista uma grande caminhada e um público enorme. As pessoas não sabem o que é um coworking e o público que já sabe o que é o serviço é justamente o público que a CWK não trabalha, que são as startups e os freelancers. Não existe por exemplo uma associação que regulamente as boas práticas do mercado. Não existe pesquisas sobre o mercado e ainda vejo muitos espaços de coworking trabalharem na informalidade. Novo Negócio - Quais são os diferenciais desse negócio? Bruna Lofego - A redução de custo operacional é o principal atrativo para o empreendedor, somado a ele vem o networking que o coworking possibilita acontecer, Novos negócios acabam sendo fechados entre os próprios clientes pois a convivência todos os dias estimula essa negociação. Novo Negócio - O coworking pode, inclusive, auxiliar outros empreendedores a gerirem seu negócio, saindo do home office? E quais são as vantagens disso? Bruna Lofego - As principais vantagens são os diferenciais citados acima, além do coworking possibilitar a profissionalização do negócio do cliente. Ou seja, ele terá uma telefonista profissional, um motoboy a disposição, uma internet profissional e etc. Novo Negócio - Como você definiria o coworking quando iniciou a empresa e como você o vê hoje? Bruna Lofego - Quando iniciamos em 2010, acredito que não havia nem 10 coworkings no Brasil. Hoje acredito que existam mais de 100 espaços. Na época, podíamos formatar o modelo de negócio de acordo com nossa visão e ideias. Hoje, acredito que exista muito coworking que se formou sem uma estrutura profissional de prestação do serviço então a qualidade do serviço acaba sendo prejudicada. Vejo muitas pessoas que possuem um imóvel sobrando abrindo um coworking só para ocupar o espaço vazio e não prestando o serviço operacional que todo empreendedor precisa. Novo Negócio - Quais são as palavras que melhor definem você e o seu negócio e por que? Bruna Lofego - Profissionalismo e inovação. Somos extremamente profissionais em prestar um serviço de terceirização e apoio ao empreendedor pois acreditamos que o coworking é um serviço a ser prestado e não um “movimento” ou um conceito como já vimos em outras declarações. O cliente quer e necessita de um serviço profissional, eficiente e que simplifique a vida dele, caso contrário seria mais fácil ele abrir sua própria sala comercial. Somos inovadores pois pegamos o modelo de coworking usado na Europa e Estados Unidos e reinventamos o modelo para torna-lo mais corporativo, voltado ao profissional formal.

Sobre o autor
Vinícius Gonçalves
Consultor de negócios · 20+ anos de experiência
Administrador pela UEG, consultor com mais de 20 anos de experiência e especialista em planos de negócios. Pai de três, marido e empreendedor.
Atuou na Algar Telecom, no SEBRAE e em diversos pequenos negócios. Aficionado por criação de negócios, gestão e mentalidade empreendedora. Criou o Kit Novo Negócio, usado por mais de 13 mil empreendedores em diversos países.
Comentários(0)
Seja o primeiro a comentar.



