Liderança e Gestão
Equipes produtivas precisam de feedbacks
Conteúdo migrado do WordPress.

Vinícius Gonçalves
Consultor de negócios · 20+ anos de experiência
- 3 min de leitura
- Atualizado em 16 de março de 2015


Você, gestor, é daqueles que costuma dar feedback aos seus colaboradores? Você colaborador, já recebeu um feedback de seu superior?
Temos certeza de que muitos responderam que não. No entanto, o feedback é uma ferramenta valiosíssima para formar equipes produtivas.
O feedback é um competência essencial no processo de crescimento dos seres humanos e indispensável para a formação e manutenção de equipes de alta performance com elevada qualidade de vida.
Ele contribui para o crescimento do outro como pessoa e como profissional. Mas não vamos confundir feedback com crítica.
Segundo o administrador Jansen de Queiroz Ferreira, que já foi diretor de grandes empresas nacionais, feedback é um processo de ajuda mútua para mudanças de comportamento.
"Ele se dá por meio da comunicação verbalizada ou não entre duas pessoas ou entre pessoa e grupo, no sentido de passar informações, sem julgamento de valor, referentes a como sua atuação afeta ou é percebida pelo outro e vice e versa", explica.
Já a crítica é um processo de comunicação, verbalizada ou não, entre duas pessoas ou entre pessoa e grupo com o objetivo de passar nossos valores de certo e errado.
"Geralmente traz consigo a intenção de acusar, julgar e condenar e, não raro, com intensa carga emocional dos interlocutores", observa Jansen.
Através dessa explicação percebe-se as diferenças entre os dois conceitos. A crítica é cheia de julgamento de valores e o feedback precisa ter outras característica importantes para dar certo, incluindo ser aplicável para os interlocutores. Veja como deve ser o feedback perfeito:
- Neutro, sem acusação, julgamento e condenação;
- Específico, limitar-se a questão em foco, nada de buscar questões mal resolvidas de um passado distante;
- Oportuno, o mais próximo possível do fato, mas considerada as circunstancias e o estado de humor dos interlocutores;
- Direto, não cometa o erro de passar o feedback através de terceiros, isso poderá ser interpretado como fofoca e é uma fraqueza ou pelo menos uma séria inconveniência;
- Objetivo, não tente dourar a pílula, pode passar um quê de falsidade, de falsa modesta, de arrogância, de piedade, etc.
Jansen ratifica que é importante no feedback que seja possível existir uma relação de confiança entre os interlocutores e que a motivação de quem oferece o feedback seja contribuir para que ambos cresçam.
"Quem errou ou teve um comportamento ou atitude que incomodou o outro tome consciência do fato e àquele que ofereceu ganhou competência para transmitir sua percepção, seu conhecimento ou seu desconforto", diz.
A aplicabilidade do feedback é diversa. Pode ser usado na família, no condomínio, no clube e, principalmente, no trabalho onde todos são pagos para a construção de resultados financeiros que mantêm a empresa, os empregos ou as parcerias.
Entretanto para dar e receber feedback, eficazmente, requer treinamento qualificado seguido de prática continuada.
O especialista ressalta que a capacidade do brasileiro em dar e receber feedback tem como base, única e exclusivamente, o costume.
"Freqüentemente não o fazemos com competência –, acabamos por dar-lhe conotação de crítica, com relevante carga emocional tanto do emissor quanto do receptor. Isso provoca, não raro, reações de mágoa e agressão, freqüentemente descambando para um jogo de convencimento – de forças de vontade, caprichos ou vaidades – no qual quanto mais o emissor se esforça para convencer, mais aumenta a desconfiança e a resistência do receptor", avalia Jansen.
Então, o que poderia ser uma excelente oportunidade de conhecimento e aperfeiçoamento pessoal e mútuo, acaba transformando-se num jogo perde-perde.
"Dentro deste mesmo traço cultural encontra-se a mania que, nós brasileiros, temos de desqualificarmos o feedback, com frases do tipo: o que vem de baixo não me atinge ou ele não sabe o que diz!", finaliza Jansen Ferreira.
O que achou das equipes produtivas precisam de feedbacks? Deixe seu comentário e cadastres seu e-mail para receber mais dicas de negócios!

Sobre o autor
Vinícius Gonçalves
Consultor de negócios · 20+ anos de experiência
Administrador pela UEG, consultor com mais de 20 anos de experiência e especialista em planos de negócios. Pai de três, marido e empreendedor.
Atuou na Algar Telecom, no SEBRAE e em diversos pequenos negócios. Aficionado por criação de negócios, gestão e mentalidade empreendedora. Criou o Kit Novo Negócio, usado por mais de 13 mil empreendedores em diversos países.
Comentários(0)
Seja o primeiro a comentar.