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Fábrica de caldo de cana [Guia de Abertura Passo a Passo]

Velho conhecido dos brasileiros, o caldo de cana está presente na vida de todos em qualquer esquina e traz muitos benefícios para a saúde sendo uma boa oportunidade de negócio ter uma fábrica de caldo de cana. Ficou interessado? Veja como abrir a sua.

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Vinícius Gonçalves

Consultor de negócios · 20+ anos de experiência

  • 5 min de leitura
  • Atualizado em 17 de junho de 2024
Fábrica de caldo de cana [Guia de Abertura Passo a Passo]
Fábrica de Caldo de Cana

Velho conhecido dos brasileiros, o caldo de cana está presente na vida de todos em qualquer esquina e traz muitos benefícios para a saúde sendo uma boa oportunidade de negócio ter uma fábrica de caldo de cana.

Além de bastante saboroso, as vitaminas e benefícios presentes na bebida são inúmeras, sendo mais um motivo para comercializá-lo. Mas será que é possível vendê-lo em caixinhas estilo tetrapak? Conheça um pouco mais sobre o negócio de caldo de cana.

Mercado

O mercado de bebidas não-alcoólicas é dominado pelas grandes empresas, geralmente bem concentradoras. Sendo assim, os sabores disponíveis ficam completamente a mercê dessas grandes indústrias.

Mediante essa realidade, é possível ainda reparar que há falta de produtos que tenham como base o suco de cana-de-açúcar, o caldo de cana.

A bebida pode ter ainda outros sabores agregados, como abacaxi, limão e maracujá e ser envasada em caixinhas estilo tetrapak.

Dessa maneira, o empresário atende ao mercado, oferece mais uma opção que ainda não está sendo explorada e ainda assume posições de cuidados de limpeza e higiene que já são conhecidas do grande público.

Investimento Inicial para a fábrica de caldo de cana

O investimento para se abrir uma fábrica de caldo de cana varia bastante, conforme o porte da empresa e da quantidade que o empresário tem para tocar o negócio.

A média é de cerca de R$200 mil, valor em que já é possível perceber se existe ou não a possibilidade de prosseguir com a ideia.

Caldo de cana

O produto caldo de cana é muito vendido, se extraído e consumido logo em seguida, mas existe a possibilidade de ser comercializado em embalagem tetrapak, sendo mais uma opção para o consumidor.

Assim, o cliente tem a opção de beber a qualquer hora do dia de acordo com a sua vontade. Além disso, existe a certeza de estar bebendo um produto totalmente isento de contaminações por conta de um rígido controle vindo da industrialização que deixa o produto se manter com todas as suas características e vitaminas.

Como existe grande teor calórico, o caldo de cana embalado em tetrapak pode ser consumido pelas crianças livremente, já que nessa fase existe muito gasto de energia e grande necessidade de repô-las.

Uma diferenciação é misturar com sucos de abacaxi, limão e maracujá, assim, a bebida tem um acréscimo de gosto e essa adição auxilia para a estabilidade da bebida sem que ela perca as suas partes naturais.

A produção do caldo de cana exige cuidados

A matéria-prima chega às unidades produtoras e a partir delas é preciso ir para o armazenamento e processamento.

As canas são descarregadas nos receptores, que contam com mesa lateral e esteira auxiliar de cana. Esses receptores são destinados a alimentar a esteira principal que leva as canas à moenda ou ao difusor.

Até chegar à moenda, a cana é lavada e preparada, fase na qual uma quantidade de impurezas é retirada, pois elas afetam a qualidade do caldo de cana, causam danos a todo maquinário, interferem no processamento e na qualidade do caldo produzido.

Dessa maneira, é preciso colocar a cana-de-açúcar sempre para ser tratada, usando água nas mesas laterais de alimentação, nas esteiras auxiliares ou na esteira principal, antes dela passar pelas facas.

Muita atenção nessa etapa de produção: as águas que saem da lavagem de cana são extremamente poluidoras e a fábrica de caldo de cana deve ter sistemas de tratamento antes de descartá-las do processo.

Isso, porque atualmente existem inúmeras leis ambientais que obrigam os produtores a tomarem os devidos cuidados.

Além disso, em tempos em que o meio ambiente é valorizado, montar um negócio com base em afetar o ecossistema é um risco muito alto a se pagar. É importante que o empresário pesquise formas de tratar esses resíduos e use na divulgação da sua empresa.

Etapas da produção do caldo de cana

Em um primeiro momento, com o objetivo de ajudar o trabalho da moenda e fomentar a quantidade de caldo que será retirado, os colmos passam por uma desintegração, que é o momento que ocorrerá a destruição da parte dura da cana e romper os vasos onde está o caldo. Os equipamentos aqui usados são facas rotativas ativadas por turbinas a vapor ou motor elétrico e ainda desintegradores.

A segunda fase é quando as moendas entram em atividade. Elas são os equipamentos de extração de caldo mais importantes e possuem ótimo desempenho.

O resultado é um caldo misto, que é enviado automaticamente para a área de purificação. O bagaço é aproveitado como combustível nas caldeiras, gerando vapor.

O caldo misto é pesado antes de entrar para a fabricação, possibilitando ver se o processo de produção está eficiente.

Mas afinal, o que é esse caldo misto? Ele é um líquido diluído de sacarose com bastante impureza, embora elas estejam dissolvidas.

Dessa maneira, o objetivo da purificação é chegar a uma solução limpa e para alcançar isso, o caldo passa por peneiras onde as impurezas maiores ficam para trás e ainda é submetido ao processo de clareamento, no qual mais impurezas são eliminadas por meio de soluções químicas.

Depois de passar por esses dois processos, o líquido é aquecido a 102 - 105ºC em aquecedores tubulares nos quais o caldo passa em alta velocidade.

O processo de limpeza ainda não acabou, é preciso ainda passar por decantadores contínuos. As impurezas retiradas nesse momento são eliminadas.

Posteriormente, ocorre a filtração e depois o caldo de cana passa novamente por um tratamento térmico para não haver possibilidade de contaminação. O produto pode ser comercializado em embalagem tetrapak.

O que achou de ter uma fábrica de caldo de cana?

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Sobre o autor

Vinícius Gonçalves

Consultor de negócios · 20+ anos de experiência

Administrador pela UEG, consultor com mais de 20 anos de experiência e especialista em planos de negócios. Pai de três, marido e empreendedor.

Atuou na Algar Telecom, no SEBRAE e em diversos pequenos negócios. Aficionado por criação de negócios, gestão e mentalidade empreendedora. Criou o Kit Novo Negócio, usado por mais de 13 mil empreendedores em diversos países.

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