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Rotatividade é um problema a ser resolvido

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Vinícius Gonçalves

Consultor de negócios · 20+ anos de experiência

  • 2 min de leitura
  • Atualizado em 27 de fevereiro de 2015
Rotatividade é um problema a ser resolvido
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Quem está sem emprego sabe que todo início de ano é um bom período para uma recolocação profissional. Afinal, o ano começa a pós o Carnaval e agora as empresas começam a buscar novos colaboradores. No entanto, um problema assombra o departamento de Recursos Humanos: a rotatividade. As estatísticas dão conta de que, no mundo, a rotatividade cresceu em 38% nas empresas nos últimos três anos. Aqui no Brasil o aumento foi de 82% nas companhias. Buscar um profissional, selecionar, entrevistar, contratar, treinar e depois repetir exaustivamente o processo quando o profissional pede demissão, tem sérios impactos na empresa. Afeta a competividade, a produtividade e o faturamento da empresa, sem falar no desgaste provocado tanto no departamento de Recursos Humanos - a mesma pesquisa da Emprego Ligado informa que 70% do tempo do profissional de Recrutamento e Seleção é ocupado com tarefas como postagem de vagas, triagem de currículos e manutenção de base de dados - quanto na própria área que recebeu o novo profissional. Mas por que as empresas não conseguem reter os seus funcionários? De acordo com o levantamento realizado pela Emprego Ligado, mais de 43% das pessoas saem das empresas por não visualizarem um plano de carreira. "A questão da produtividade sempre será um tema presente nos departamentos de Recursos Humanos, por isso, as companhias precisam começar a pensar em como reter o profissional. Não basta apenas aumentar o salário, é preciso definir novos parâmetros de empregabilidade e retenção", observa Jacob Rosenbloom, CEO da Emprego Ligado. Ainda falando dos números, quase 37% das pessoas deixam o cargo em função da distância da casa ao trabalho. Aliás, a questão da distância ganha cada vez mais destaque, principalmente no panorama mundial conectado em que muitas coisas estão a um clique de distância. E o que se pensava que era irrelevante até pouco tempo, tornou-se determinante para quem procura um emprego ou uma recolocação: a localização da empresa. "A distância percorrida de casa até o trabalho e o tempo perdido neste trajeto estão diretamente ligadas à questão da rotatividade. Tanto que muitas empresas já implantam alternativas como home office e outras facilidades para manter o profissional mais tempo dentro da organização", pontua Rosenbloom. Se é hora de contratar, é hora de repensar as estratégias. Afinal, ninguém quer perder tempo (e dinheiro) contratando um novo profissional e repetindo o ciclo de treinamento.

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Sobre o autor

Vinícius Gonçalves

Consultor de negócios · 20+ anos de experiência

Administrador pela UEG, consultor com mais de 20 anos de experiência e especialista em planos de negócios. Pai de três, marido e empreendedor.

Atuou na Algar Telecom, no SEBRAE e em diversos pequenos negócios. Aficionado por criação de negócios, gestão e mentalidade empreendedora. Criou o Kit Novo Negócio, usado por mais de 13 mil empreendedores em diversos países.

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