Como Abrir uma Empresa – Guia Passo a Passo para 2018 e 2019

Abrir uma empresa no Brasil é um processo burocrático e cheio de obstáculos, não saber exatamente o que é necessário pode custar meses a mais para conseguir o alvará de funcionamento.

Também, este atraso significa que sua empresa precisa ficar fechada, o que gera prejuízos, ainda mais se já foi gasto dinheiro na reforma de ponto comercial, estrutura, compra de matéria prima e até mesmo contratação de funcionários.

Para quem deseja montar um negócio e tem dúvidas dos documentos necessários para abrir uma empresa, como diminuir o processo burocrático, melhores opções tributárias para cada tipo de negócio, este conteúdo será esclarecedor.

Ao final, deixamos um passo a passo de como abrir uma empresa e dar entrada nas documentações, além de dicas incríveis para não errar e aumentar as chances de sucesso do seu empreendimento.

Pronto? Então confira!

como abrir uma empresa
Aprenda tudo sobre abertura de empresa, documentos e o processo burocrático.

Tipos de Empresas (micro, simples, MEI, LTDA, etc)

Antes de abrir uma empresa é necessário saber qual tipo de empresa será aberta.

No Brasil temos cinco tipos de empresas: Empresário Individual, MEI (Microempreendedor Individual), Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), Sociedade Empresária e Sociedade Simples.

1. Empresário Individual

Na empresa individual a atividade é exercida em nome próprio, com atuação individual, sem sociedade.

A responsabilidade pela empresa é ilimitada, ou seja, responde com seu patrimônio próprio pelas obrigações assumidas com a atividade empresarial.

A atividade exercida pode ser do ramo industrial, comercial ou prestação de serviços, com exceção de profissão intelectual, como médico, engenheiro, arquiteto, psicólogo e outros.

No caso desses prestadores de serviços, a atuação é individual como autônomo (pessoa física com registro na Prefeitura Municipal) ou com sócios através da constituição de uma Sociedade Simples.

Esses profissionais poderão ser empresários quando o exercício da profissão intelectual possua o chamado elemento de empresa.

Trata-se do exercício profissional de uma atividade econômica organizada (organização dos fatores de produção = capital, trabalho, natureza e tecnologia).

Podemos mencionar como exemplo o caso de um médico dono de um hospital ou o engenheiro dono de uma construtora, entre outros.

2. MEI – Microempreendedor Individual:

O Microempreendedor Individual (MEI) é o empresário individual com receita bruta anual até R$ 60.000,00, e a partir de 2018, R$ 81.000,00, optante pelo Simples Nacional e SIMEI.

O Simples Nacional estabelece critérios específicos para se enquadrar como MEI, além do faturamento de R$ 81.000,00 poderá/deverá:

  • Não ser sócio, titular ou administrador de outra empresa.
  • Possuir no máximo 1 (um) empregado que receba o piso da categoria profissional.
  • Não ter mais de um estabelecimento (filial) e entre outros requisitos presentes no artigo 18 – A, da Lei Complementar 123 de 14/12/2006.

O MEI paga os seus tributos na forma do SIMEI e tem valores fixos mensais:

  • 5% de um salário mínimo, relativo ao INSS do Empresário
  • R$ 1,00 relativo ao ICMS (indústria, comércio ou serviço de transporte intermunicipal ou interestadual)
  • R$ 5,00 relativos ao ISS (prestação de serviços).

O Microempreendedor Individual está dispensado de escrituração contábil, mas ainda assim é segurado da Previdência Social na modalidade Contribuinte Individual. Com isso, o MEI tem direito a alguns benefícios previdenciários, entre eles, a aposentadoria por idade).

Importante destacar, supondo que as atividades se iniciem no próprio ano-calendário, o limite de receita bruta será proporcional ao número de meses de atividade e não o valor cheio (R$ 81.000,00).

3. Empresa Individual de Responsabilidade Limitada – EIRELI

Nesse tipo de empresa a atuação é individual, sem sócios.

A responsabilidade do empresário é limitada ao capital social, que é o valor do investimento, seja em dinheiro ou bens.

Para essa modalidade de empresa é obrigatório o capital social integralizado de no mínimo 100 (cem) salários mínimos, aproximadamente R$ 950.000,00 (novecentos e cinqüenta .

A EIRELI protege o patrimônio pessoal do empresário através da separação do patrimônio da empresa e do patrimônio próprio do empresário.

O empresário dono da EIRELI poderá responder com seu patrimônio pessoal pelas obrigações da empresa nas mesmas situações previstas para as Sociedades Limitadas, ou seja, em caso de pedido de despersonificação da pessoa jurídica.

4. Sociedade Empresária

Neste tipo de empresa a atuação pode ser coletiva entre dois ou mais sócios e com responsabilidade limitada ao capital social.

Deverá adotar uma das espécies de sociedade existentes (S/A, Sociedade Limitada – LTDA, etc.).

Atualmente, a forma de sociedade empresária mais adotada no Brasil é a Sociedade Limitada (LTDA.).

Isso ocorre por ela ser mais simples e garantir a proteção ao patrimônio pessoal dos sócios.

A Sociedade Empresária Limitada é uma pessoa jurídica com patrimônio próprio, sem relação com o patrimônio dos sócios.

O uso do patrimônio pessoal dos sócios em empresa de sociedade limitada será utilizado para fim de ressarcimento nos casos de:

  • Comprovação de atuação com má-fé.
  • Sonegação fiscal.
  • Confusão patrimonial.
  • Fraude contra credores.
  • Dívidas trabalhistas (quando os bens da empresa não forem suficientes para pagar essas dívidas).

Nesses casos será necessário o pedido de desconsideração da personalidade jurídica da empresa, assim os bens do particular se confundirão com o patrimônio da empresa no momento de saldar os débitos.

Há também as SAs, que são empresas com capital social dividido em ações, que é diferente do sistema de quotas utilizadas por outros tipos de empresas.

A Sociedade Anônima é dividida em dois subtipos:

  • S.A. de capital aberto: vende ações na bolsa de valores ao público em geral por intermediação de Instituições Financeiras, como bancos e corretoras;
  • S.A. de capital fechado: tem o capital dividido em ações, de forma interna, entre os sócios e outros interessados ou convidados. Cuidado, não há capital aberto ao público na Bolsa de Valores
  1. Sociedade Simples

Esse tipo de empresa tem atuação coletiva, ou seja, com dois ou mais sócios.

A responsabilidade dos sócios aqui é ilimitada, então cuidado se está aderindo a essa modalidade!

Contudo, temos uma boa notícia. É possível adotar a espécie societária de Sociedade Limitada – Sociedade Simples Ltda.. Dessa forma, a responsabilidade dos sócios torna-se limitada ao capital social da empresa.

Em resumo, os sócios não precisarão responder com seus bens pessoais pelas obrigações da sociedade.

A Sociedade Simples é uma pessoa jurídica utilizada para a prestação de serviços de profissões intelectuais, de natureza científica, artística ou literária, sem o devido elemento de empresa (ex. médicos, dentistas, engenheiros, arquitetos, etc.)

Quanto custa abrir uma empresa?

Certamente você já se fez esta pergunta, afinal, quanto custa abrir uma empresa no Brasil?

De acordo com uma pesquisa realizada pela FIRJAN o custo médio para abertura de empresa é de R$ 2.038,00 reais.

Contudo, esse valor pode variar em até 274% entre os diferentes municípios do país.

Também, há variações no valor para a abertura de uma empresa de estado para estado.

Em São Paulo, por exemplo, algumas taxas podem ser mais caras do que as cobradas em Minas Gerais, por isso não há como precisar exatamente um valor único válido para todo o país.

Além disso, o tipo de negócio também pode impactar no valor.

Para um profissional liberal conseguir regularizar a sua documentação e trabalhar em um escritório é mais fácil (e barato) do que para um empreendedor abrir um estabelecimento comercial, isso porque há mais exigências legais no segundo caso do que no primeiro.

Outro aspecto importante que interfere no valor de abertura da empresa é o tipo de empresa.

Os custos são diferentes para uma Sociedade Limitada, para uma EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada) ou para empresário.

O MEI (Micro Empreendedor Individual), tem um custo mais baixo, e com limitações.

É necessário ter atenção ao regime tributário, ou seja, na maneira pela qual a empresa será tributada, isso também reflete no valor de abertura.

No Brasil, existem quatro formas de tributação:

  • Lucro Real
  • Lucro Presumido
  • Lucro Arbitrado
  • Simples Nacional

Não é possível dizer qual é a melhor forma de tributação ou qual pagará menos impostos.

É preciso fazer contas e somente depois escolher qual é o melhor regime tributário.

Normalmente, o Simples Nacional é o que tem a menor carga tributária.

Nesse caso, é necessário observar a lista de atividades que podem receber esse tipo de tributação e estar dentro do limite anual de faturamento de R$ 4,8 milhões.

É preciso analisar além dos custos de abertura de empresa e tributação, se o seu negócio se enquadra na modalidade tributária/empresarial

Há ainda o valor pago para protocolar o pedido na Junta Comercial do seu estado – que pode variar entre R$ 57,00 e R$ 351,00 – e a taxa de alvará para a prefeitura – que vai de R$ 120,00 a R$ 753,00.

Os custos tratados até aqui são aqueles relativos aos aspectos legais e burocráticos de uma empresa.

Existem também outros valores que são importantes, como o custo da consultoria de um contabilista que ficará responsável pela abertura da empresa propriamente.

É possível fazer um registro de marca, uma garantia de que terceiros não criarão uma marca igual a sua.

A consulta para saber se já existe ou não uma empresa com a mesma marca ou semelhante a sua custa R$ 170,00. O registro de marca por um período de 10 anos pode custar entre R$ 300,00 e R$ 1.150,00.

Por fim, há empresas que terão que emitir nota fiscal por meio de bloco de notas, o que tornará necessário fazer a impressão, gerando mais custos.

Há gastos com outros itens como cartões de visita, registro de um domínio, criação de site, entre outros.

Ainda, você encontrará despesas indiretas como aluguel e reforma do ponto comercial. É importante que o ponto comercial já esteja montado desde o início do processo de registro.

Isso é necessário porque a fiscalização dos órgãos reguladores, como bombeiros e vigilância sanitária, serão realizadas durante o processo de registro e, consequentemente, precisam avaliar o ponto comercial.

Essa fiscalização é necessária para a liberação do alvará de funcionamento.

Há ainda o zoneamento da cidade, o qual pode impedir o exercício de determinadas atividades em certos locais, por isso o ponto da empresa já deve estar definido.

Abrir uma empresa no Brasil é algo burocrático e caro, mas se você tem a ambição de empreender, é preciso passar por todas essas etapas para evitar problemas e mais gastos futuros.

Documentos Necessários para Abrir e Registrar uma Empresa

documentos para abrir uma empresa
Para abrir uma empresa e começar o próprio negócio é preciso reunir muitos documentos, solicitar licenças e o alvará de funcionamento, além de ter o CNPJ em mãos

A formalização do seu negócio é o primeiro passo para o início das suas atividades empresariais.

Contudo, é preciso ficar atento para realizar corretamente todas as inscrições, licenças e alvarás necessários, caso contrário a fiscalização pode fechar o seu estabelecimento comercial.

Depois que conseguir o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e estar inscrito na Previdência Social, você precisará de uma série de licenças, registros e alvarás municipais e estaduais para funcionar dentro da legalidade.

A falta de algum desses documentos poderá atrasar ou inviabilizar a abertura da sua empresa. Cada estado e município poderão exigir inscrições específicas..

Portanto, lembre-se que para cada ramo de atividade ou tipo de empresa escolhida para abrir, você pode precisar de autorizações diferentes, por isso é importante ler a lei orgânica do seu município.

Passo a passo para montar uma empresa

Criamos um passo a passo de como abrir uma empresa para desburocratizar um pouco e facilitar todo o processo para você, confira:

1. Procure um contador

O contador poderá aconselhar quanto ao melhor regime tributário e modalidade de empresa para abrir. Por isso é importante consultá-lo e explicar sobre o seu negócio.

2. Contrato social

O Próximo passo é elaborar um contrato social, no qual serão definidas as participações de capital de cada um dos sócios da empresa, além de informar quais serão as atividades da empresa e seu funcionamento (modelo tributário, participação dos sócios, etc).

É necessário verificar se o nome e o objeto social da empresa estão disponíveis para que o documento seja elaborado.

Feito o contrato social, ele deve ser reconhecido em cartório e assinado por um advogado.

3. Registro na junta comercial

Agora é o momento de fazer o registro na Junta Comercial ou no Cartório de Pessoas Jurídicas do seu estado.

É a partir desse registro que a empresa passa a existir oficialmente. Ele deve ser feito antes de obter o CNPJ.

Mesmo ele não oferecendo autorização para a sua empresa começar a funcionar, é requisito fundamental para prosseguir no processo de legalização dela.

4. Alvará de localização e funcionamento

O alvará de funcionamento é a autorização final que permite abrir a empresa e mantê-la funcionando dentro dos padrões legais.

Para obtê-lo é necessário comprovar na prefeitura da sua cidade que todas as condições exigidas por lei para exercer a atividade de sua empresa foram cumpridas.

Essas condições podem variar de acordo com o município, estado e ramo de atividade.

É muito importante fazer uma consulta prévia na prefeitura de sua cidade para verificar se a atividade empresarial escolhida pode ser exercida no local onde pretende abrir a sua empresa.

Em geral, depois de protocolado o pedido de alvará de funcionamento é fornecido uma licença provisória com prazo de validade máximo de até 180 dias.

Já a definitiva não tem prazo determinado desde que as características da atividade e da edificação permaneçam inalteradas.

5. Inscrição estadual

A maioria dos estados possui convênio com a Receita Federal possibilitando a obtenção da inscrição estadual pela internet junto com o seu CNPJ, por meio de um único cadastro.

Em algumas situações a inscrição estadual deve ser obtida antes do alvará de funcionamento.

Essa inscrição é obrigatória para empresas prestadoras de serviços de comunicação e fornecimento de energia, bem como para as empresas dos setores do comércio, indústria e serviços de transporte intermunicipal e interestadual.

É a partir dessa inscrição que é atribuído o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

6. Licenças e inscrições nos órgãos de regulação estaduais e municipais

Outro passo importante para abrir uma empresa são as autorizações dos órgãos de vistoria.

Esses são requisitos essenciais para conseguir o seu alvará de funcionamento e provavelmente serão exigidos.

As autorizações têm características diferentes dependendo do ramo de atividade, local de instalação e até mesmo do porte de sua empresa.

Algumas atividades empresariais precisam de autorização até das Forças Armadas – como é o caso das empresas que trabalham com artefatos explosivos, bélicos e produtos químicos controlados.

Entre as inscrições e licenças mais comuns exigidas estão as seguintes:

  • Licença ambiental: ela é obtida nos órgãos Municipais e Estaduais de Meio Ambiente e no IBAMA.

É exigida para empresas que exercem atividade industrial, metalúrgica, mecânica, têxtil, química, de calçados, atividade agropecuárias.

  • Licença sanitária: é obtida em órgãos Municipais, Estaduais e Federais de Vigilância Sanitária.

É exigida para empresas que atuam no setor de alimentação, medicamentos e cosméticos.

  • Vistoria de cumprimento das normas de segurança: realizada pelo Corpo de Bombeiros e praticamente todas as empresas estão sujeitas.

Além das inscrições e licenças municipais e estaduais, algumas atividades exigem a inscrição em órgãos federais, como o Ministério do Turismo, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, polícia federal, entre outros.

O um contador, que é o profissional mais indicado para a orientação sobre todas as licenças e inscrições que sua empresa precisará de acordo com seu ramo de atividade e demais características.

Impostos (pagamento, valores e como funciona) para abrir uma empresa

Seja para abrir ou manter a empresa funcionando, é fundamental ter noção dos impostos que você terá de pagar.

É muito importante que você realize um planejamento tributário para evitar pagar mais do que precisa e até mesmo ir à falência com seu negócio.

Hoje, no Brasil, possuímos 59 tributos, entre contribuições, taxas e tarifas, bem como outras 93 obrigações acessórias que precisam ser cumpridas com rigor dentro do prazo.

Vejamos alguns dos principais impostos e suas finalidades:

  1. Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS)

Incide sobre o faturamento mensal da empresa. O valor da alíquota equivale a 3% para empresas tributadas com base no lucro presumido, 7,6% para lucro real e 4% para instituições financeiras e assemelhadas.

  1. Contribuição sobre lucro líquido (CSLL)

Esta contribuição são pessoas jurídicas que optaram pelo lucro presumido, no qual a base de cálculo corresponde a 12% ou 32% da receita bruta da venda de bens e serviços.

Já as pessoas jurídicas optantes pelo lucro real e o lucro contábil, a alíquota é de 9%.

  1. Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ)

O imposto de renda de pessoa jurídica tem como base o lucro real, no qual a base de cálculo é obtida pelo lucro contábil ou presumido.

A base de cálculo corresponde a um percentual aplicável sobre a receita bruta.

  1. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)

O IPI se refere à saída de produtos de fabricação própria pelo estabelecimento produtor, importador ou equiparado a industrial.

A alíquota varia de acordo com o produto industrializado.

  1. Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS)

Já o INSS, diferentemente dos outros tributos, está relacionado à folha de pagamento. A alíquota da empresa fica entre 15% e 20%, dependendo de cada situação.

  1. Programa de Integração Social (PIS)

É referente ao faturamento mensal da empresa.

A alíquota de 0,65% para as empresas tributadas com base no lucro presumido, e 1,65% para as empresas tributadas com base no lucro real.

As entidades sem fins lucrativos contribuem com 1% sobre a folha de pagamento.

  1. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)

Esse imposto incide sobre operações relativas à circulação de mercadorias e dos serviços de transporte intermunicipal, interestadual e de telecomunicações, tendo em vista a alíquota geral de 18%.

Essas arrecadações de tributos pertencem aos órgãos federais e estaduais, o recolhimento é realizado anualmente.

Depois que sua empresa estiver aberta você terá os seguintes custos:

Mensalidade da contabilidade (se a empresa estiver enquadrada no Simples Nacional será a partir de R$89,00, se estiver no Lucro Presumido será a partir de R$179,00, e no Comércio, a partir de R$289,00).

Impostos sobre o faturamento são sempre pagos no mês seguinte ao faturado.

Custos da retirada do pró-labore e dicas

Abaixo resumimos os custos da retirada do pró-labore nos diferentes tipos de cobrança:

  • Empresas optantes pelo simples: calcular 11% de INSS sobre o pró-labore.
  • Empresas do Lucro Presumido (geral): calcular 31% de imposto sobre valor do pró-labore.

Os pró-labores acima de R$ 1.903,98 possuem desconto de IR (Imposto de Renda) na fonte, aumentando o custo mensal.

Você pode se informar sobre a taxação do IRPF no site da Receita Federal.

A renovação do alvará da sua empresa geralmente pago anualmente.

É interessante destacar que você deverá emitir notas fiscais quando for faturar. Caso não fature em um mês, não haverá impostos para pagar.

Como abrir um MEI pela Internet?

A formalização é o procedimento fundamental para abrir sua empresa, e você deve ter percebido que a burocracia é grande.

Por isso, quando possível, o MEI é a forma mais comum de abertura de empresa, com taxas tributárias baixas e fixas, rapidez na obtenção do CNPJ e diversas vantagens, é a opção perfeita para pequenos empreendedores.

Trata-se de um registro empresarial que regulariza a situação da pessoa que exerce atividade econômica frente aos órgãos do Governo.

A formalização é gratuita e deve ser feita pelo Portal do Empreendedor.

As empresas e escritórios contábeis, optantes pelo Simples Nacional também poderão realizar a formalização do MEI gratuitamente.

É necessário ficar atento, pois após a regularização, deve-se recolher mensalmente as contribuições de R$ 47,70 (ao INSS), acrescido de R$ 5,00 (para Prestadores de Serviço) ou R$ 1,00 (para Comércio e Indústria) por meio de carnê emitido através do Portal do Empreendedor.

Essas despesas são legalmente estabelecidas e garantem àquele que exerce a atividade o direito à aposentadoria, ao auxílio-doença, licença maternidade, entre outros benefícios.

Dicas extras para abrir uma empresa

Abrir uma empresa não é apenas documentos, quiséramos que fosse! Até poderíamos dizer que é fácil na saga da burocracia.

Contudo, para obter sucesso é necessário ganhar espaço no mercado, reinventar o próprio negócio dezenas de vezes, entender de administração, pensar em um bom produto, gerar valor, entre muitos outros aspectos.

dicas montar uma empresa
Separamos as melhores dicas para montar uma empresa de sucesso e ter um alto faturamento mensal

Se você ainda não sabe tirar sua ideia do papel e precisa aprender como começar um negócio do zero, este vídeo é para você!

E se você já tem a noção que precisa, reservamos abaixo algumas dicas que precisa lembrar ao montar seu próprio negócio.

1. Viabilidade do negócio

Antes de investir o empresário deve fazer um rigoroso estudo do mercado e análise de viabilidade.

Além de identificar os futuros clientes e suas necessidades, apresentando soluções reais para elas, o empreendedor deve conhecer os serviços e preços praticados pela concorrência, bem como a projeção do mercado e possíveis riscos.

Dessa forma, ele será capaz de desenvolver seu diferencial para se destacar no mercado.

2. Defina o capital inicial

Evite complementar o capital inicial da empresa com recursos dos bancos. Isso pode ser a sentença de “morte” da empresa.

Ao calcular o capital inicial, leve em consideração todos os recursos necessários para dar início às atividades, que vão desde a aquisição de mercadorias e maquinários, até os gastos com reforma do local.

Manter um capital de giro para as despesas dos primeiros meses é indispensável para evitar o acúmulo de dívidas.

3. Conheça os custos do negócio

Muitos empreendedores no início, por falta de conhecimento do mercado, não conseguem ver todas as despesas que terão durante as suas atividades.

Gastos com o 13º salário, férias de funcionários e o FGTS devem ser levados em consideração na hora de contratar, por exemplo.

Por isso, é recomendável formar uma reserva de contingência para não ser pego de surpresa.

Outra despesa importante que deve ser levada em conta é a carga tributária que recairá sobre o negócio.

Lembre-se que pequenos empresários podem ser beneficiados pelo Simples Nacional.

4. Separe as finanças pessoais das finanças da empresa

No início, empreendedores iniciantes têm dificuldade de separar as finanças pessoais da empresa.

Tirar dinheiro do caixa para comprar roupas ou pagar os produtos do estoque da empresa com o cartão de crédito pessoal é um erro grave de gestão financeira.

Para evitar essa mistura é importante definir um salário (pró-labore) para os sócios de acordo com a lucratividade da empresa.

Vale lembrar que o pró-labore só existe quando o sócio trabalha na empresa.

Quando o sócio for apenas investidor, deve ser feita uma distribuição dos lucros.

Porém, é muito importante lembrar que nem todo o lucro deve ser repartido entre os sócios, pois uma parte deve se reinvestida na empresa para garantir seu crescimento.

5.Estou pronto para ter um empreendimento?

Todo empreendedor deveria se perguntar se está pronto para se tornar patrão.

Além de estudar e conhecer muito todos os aspectos do novo negócio também deverá ter consciência de que agora será o maior responsável pelas tomadas de decisão do lugar onde trabalha.

É recomendado que sejam realizados cursos de capacitação em diversas áreas, como administração, marketing e até um coaching empresarial.

O nível de conhecimento e preparo influenciará diretamente no sucesso ou fracasso da sua empresa, por isso evite passar decisões importantes para terceiros.

Erros que você deve evitar na hora de abrir sua empresa!

1. Falta de planejamento

O planejamento financeiro é fundamental porque é ele que definirá quanto de capital será necessário, por isso, pense nos:

  • gastos iniciais e mensais;
  • custos com pessoal e fornecedores;
  • margem de lucro almejada.

Com um bom planejamento financeiro a administração ocorre sem improvisos ou contratempos, mas claro, é preciso seguir o plno.

Você pode adequar o planejamento quando necessário, de forma a usar o dinheiro com cautela e de maneira inteligente, fazendo o controle de cada transação.

2. Crédito com taxas de juros muito altas

Atualmente, é muito mais fácil conseguir crédito do que há décadas atrás.

Porém, é preciso cautela. Taxas de juros muito altas e parcelas caras podem se tornar bolas de neve impossíveis de pagar no futuro, mesmo que a empresa tenha sucesso.

É preciso pesquisar as melhores taxas e pegar emprestado apenas o que é necessário.

3. Burocracia

Abrir uma empresa no Brasil demora, em média, 53 dias, sim, é considerado um dos processos mais longos do Mundo.

Somente a burocracia fiscal consome 2,6 mil horas por ano, em média, segundo pesquisa do Banco Mundial.

Saber quais são os tributos a serem pagos, prazos para liberação de alvarás e quais as certidões necessárias para o seu negócio funcionar são pré-requisitos indispensáveis para reduzir o tempo de aguardo.

Procure um contador para te ajudar com toda a documentação necessária para que o processo não se estenda por mais tempo que o necessário.

Preparado para abrir sua empresa e ter um negócio de sucesso? Comente e fique atendo aos novos conteúdos do portal!